sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

De onde vêm os bebês

Hoje, em pleno ponto de ônibus, fui surpreendida com a pergunta que achei, na minha ingênua inocência materna, que fosse demorar ainda um bom tempo pra acontecer. Primeiro veio "Mamãe, como é que o bebê sai da barriga?" (. a propósito, não estou grávida). Tá, essa foi fácil, expliquei sem entrar muito nos pormenores da anatomia feminina e bastou. Aí veio a segunda "E como é que o bebê entra na barriga?" Aí confesso que todo meu lado descolado de mãe-moderna-que-vai-conversar-sobre tudo-abertamente-com-a-filha foi pro espaço. Simplesmente fui pega com as calças na mão, dei uma gaguejada e me senti ridícula quando me ouvi dizendo "mamãe e papai se amam muito"... blargh... Nem sei o que falei depois, o ônibus deve ter chegado e ela esqueceu. Mas na volta, novamente no bendito quatro-rodas comunitário (porque essas coisas sempre acontecem quando tem platéia?) lá veio a pergunta de novo, óbvio, não respondi satisfatoriamente, ela não se dá por vencida assim tão facilmente. Aí saí pela história da sementinha do papai e da mamãe que se encontram e fazem um bebê. Ah, vamos combinar que tá próximo da realidade, certo? E juro que terminei a frase rezando mentalmente pra ela não me perguntar como é que as sementinhas se encontravam. Eu não gosto de mentir e inventar história da carochinha pra explicar as coisas, mas ainda acho muito cedo pra saber de certas coisas. Difícil é achar um jeito de explicar sem ter que explicar, se é que me entendem.

E eu sei que ainda vem muita pergunta por aí.