Não sou cigana nem artista de circo, mas levo uma vida mambembe e como o caramujo carrego a casa nas costas.
Cultivo amizades duradouras mesmo à distância, aquelas que me são valiosas. Gosto da praia e do cheiro de maresia, mas também de castelos medievais e da neve. De tomar chopp gelado na orla e de vinho quente no Natal. Amo a profissão que escolhi, mas não sou workaholic. Gosto de ler muito e mais ainda de escolher o próximo livro. Um caldeirão que Jung definiu como ESTJ. Sou inquieta, e foi esta inquietude que me fez deixar o Brasil, ir pra Alemanha, fazer um pit-stop de dois anos na Escócia, arrumar as malas e a mudança e voltar novamente pra Alemanha. O próximo capítulo ainda vai ser escrito.
"Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar o calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser. Que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver”
Amyr Klink
Quando a gente vê as coisas muito de perto acaba perdendo o foco e não vendo nada... as vezes tem que viajar dez mil quilômetros pra descobrir. Autor desconhecido.