Não se fala em outra coisa por aqui, nos jornais, na televisão no rádio e nas conversas diárias. Com a chegada do frio ao hemisfério norte, aumentaram os casos da gripe suína e começou a neurose do espirro. Tão rápido quanto a propagação do vírus foi também a produção da vacina e agora fica todo mundo na crise do vacinar-se ou não. Há um mês atrás estourou o maior escândalo aqui quando saiu na imprensa que os políticos alemães estavam se recusando a tomar a vacina que está sendo liberada pro povão por causa dos maiores riscos de efeitos colaterais. Foi o maior bafafá, abre parênteses pouca vergonha de político é tudo igual, só muda de endereço, fecha parênteses. Fato é que a tal vacina, que por enquanto está sendo indicada apenas para as pessoas ditas do grupo de risco, crianças, idosos, grávidas, portadores de condições crônicas, profissionais da saúde, e serviços públicos apesar de estar pronta, foi feita muito a toque de caixa e deixa várias perguntas no ar que impedem que a população se sinta segura para tomar. Fui a procura de informações e o que descobri é que a vacina que está sendo comercializada em massa tem um tipo de conservante ainda meio obscuro quanto aos seus efeitos. Houve casos de a vacina desencadear alterações no sistema nervoso, como a Síndrome de Guillan-Barré e outros casos de choque anafilático por ela ser produzida com clara de ovo. O outro tipo de vacina, ainda em menor escala não tem este conservante, logo sem os perigos dos efeitos indesejados, mas como ainda foi pouco testada, não se tem como saber sua segurança absoluta. Existe ainda uma terceira vacina que seria especialmente indicada para as gestantes, mas esta ainda está em fase de estudo.
Então, o que a gente faz? Eu sou super a favor de vacinas, acho que é uma questão de responsabilidade civil e se fôssemos nos levar pelas campanhas espalhadas por aí sobre os riscos das vacinas, estaríamos até hoje morrendo de sarampo e pólio. Na minha opinião os benefícios superam os riscos e a gente reza pra não estar naquela porcentagem de risco.
Mas em relação a esta vacina estou muito na retaguarda. Acho que foi produzida muito rápida, foi relativamente pouco testada e a falta de concordância da classe médica me faz pensar que nem eles mesmos sabem o que fazer. Por enquanto não vou vacinar a Julia, até porque o médico está orientando a vacinar somente crianças com a saúde debilitada, que ficam doente facilmente, o que não é o caso dela. E sigo tomando minhas precauções de evitar lugares fechados (a coisa mais difícil atualmente) e carregar meu gel desinfetante na bolsa, além de repetir igual a um papagaio pra que todos lavem as mãos incessantemente, já que este é o meio de maior contaminação.